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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Uma palavrinha de nossos patrocinadores

Viva e deixe morrer(em)... os jornais (Julio Daio Borges - Digestivo nº 411) >>> “Se a General Motors quebrar, ainda vão existir carros; e, se o New York Times falir, ainda vai haver notícias”. Com essa máxima, Michael Kinsley, colunista semanal do Washington Post, encerra mais um capítulo sobre o epitáfio dos jornais. Comentário: Por que a indústria automobilística iria patrocinar um jornal que critica seus métodos de trabalho? Não faria sentido para o industrial cujo objetivo é divulgar seu produto de maneira positiva para que possa vendê-lo pelo menor custo e maior preço possíveis. O proprietário do jornal, por sua vez, precisa ganhar dinheiro para pagar seus funcionários e se o profissional é do porte de um Paulo Henrique Amorim, por exemplo, o custo obviamente é alto, mas empresta credibilidade ao veículo de comunicação. E esta é a cadeia produtiva onde o crime organizado encontra um magnífico terreno para prosperar e comprar o planeta inteiro, como se isso fosse possível. O crime organizado é o melhor patrocinador que se pode desejar. Como não há regras, não há limites; como não há limites, os sociopatas neoliberais se divertem brincando de "operadores" da economia mundial. O resultado aí está! Bandidos condenados compraram o Brasil e pagaram com o nosso próprio dinheiro. Devem achar que somos uma nação de selvagens ignorantes e idiotas. E talvez sejamos mesmo. Ou não.

2 comentários:

De Marchi ॐ disse...

Uma hora Oroboros vai morder a própria nuca. Apenas morreremos primeiro.

Moacir das Candongas disse...

Na minha opinião, o importante é não atrapalhar o trânsito.

Isto é tudo o que realmente importa.