Se não vai desembarcar na próxima estação, fique longe da porta.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sutilezas do fascismo.

A lei "anti-fumo" do Serra, por exemplo, é defendida por qualquer não fumante como se fosse uma grave preocupação demonstrada pelo nosso querido (des)governador com a saúde pública e pelo menos alguma coisa boa ele fez, do mesmo modo que Hitler mandou inventar o fusca preocupado com o status e conforto do alemão pobre comum. O fato da referida lei ser inconstitucional e autoritária não tem a menor importância, já que a liberdade de um começa onde a do outro termina. O problema é que há liberdades que nunca começam e outras que nunca terminam. Se defendo a liberação das drogas é porque sou drogado. Se me posiciono contrariamente à lei anti-fumo sou um fumante inveterado. Se digo que os automóveis particulares atrapalham o trânsito é porque sou um invejoso sem grana pra comprar um carro. Se digo que dinheiro não traz felicidade, me mandam doar o que tenho e ser feliz. Ou seja, não há diálogo possível com certa categoria de gente. Então, foda-se.

3 comentários:

De Marchi ॐ disse...

Simplifique... não há diálogo possível em qualquer medida humana...

Moacir Moreira disse...

Eu ainda acredito na humanidade, meu caro Denuxito.

De Marchi ॐ disse...

Eu também! Acredito que ela não sai disso porque não tá a fim (ou tá, mas não sabe como e tem medo de não achar quem explique).