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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tudo é vaidade, e vento que passa...

Capítulo 1 - 1 Palavras do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém. 2 Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade. 3 Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol? 4 Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste. 5 O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo. 6 O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos circuitos. 7 Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr. 8 Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir. 9 O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol. 10 Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: Veja, isto é novo, ela já existia nos tempos passados. 11 Não há memória do que é antigo, e nossos descendentes não deixarão memória junto daqueles que virão depois deles. 12 Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém. 13 Apliquei meu espírito a um estudo atencioso e à sábia observação de tudo que se passa debaixo dos céus: Deus impôs aos homens esta ocupação ingrata. 14 Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa. 15 O que está curvado não se pode endireitar, e o que falta não se pode calcular. 16 Eu disse comigo mesmo: Eis que amontoei e acumulei mais sabedoria que todos os que me precederam em Jerusalém. Porque meu espírito estudou muito a sabedoria e a ciência, 17 e apliquei o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. Mas cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa. 18 Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza, e quanto mais aumenta a ciência, mais aumenta a dor.

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